Medicina Desportiva é o ramo da Medicina responsável pela utilização da ciência médica na avaliação, controle e terapêutica do organismo submetido a esforços físicos e psíquicos decorrentes da atividade física e dos desportos. Exercício físico não deve ser utilizada com conotação indêntica a atividade física.. Exercício físico é toda atividade física planejada , estruturada e repetitiva que tem por objetivo a melhoria e a manutenção de um ou mais componentes da aptidão física.
O Departamento Médico atua também na prevenção. No exame de pré-participação esportiva é observado se o indivíduo tem alguma doença ou restrição que possa limitar ou impedir que ele desenvolva as atividades físicas necessárias para a modalidade. Nesta avaliação são efetuados testes que avaliam as qualidades físicas básicas, como força, flexibilidade, potência aeróbia e anaeróbia, se existe alguma instabilidade articular, se houve reabilitação inadequada de lesões anteriores, etc., sempre com o objetivo de melhorar as condições físicas do atleta e prevenir lesões.
Para prevenção de lesões são necessários : condicionamento físico adequado, realizar aquecimento e alongamento, ter uma boa hidratação, antes, durante e após os exercícios, procurar ter uma dieta alimentar equilibrada e usar protetores apropriados ao tipo do esporte praticado.
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Exercícios para fortalecimento, contra resistência (peso corpóreo, máquinas, halteres) são realizados para melhorar força muscular, potência e resistência. Geralmente utilizam várias repetições da força sub-máxima.
No jovem tem a finalidade de melhorar sua performance (em atividades que requeiram força, potência ou velocidade), o condicionamento físico (diminuindo a porcentagem e gravidade de lesões e o tempo para uma eventual reabilitação) e a aparência.
Nos adultos o ganho de força muscular se dá por hipertrofia, ao passo que no jovem o ganho se dá principalmente por adaptação neurológica, ou seja, os músculos são treinados para responder mais rapidamente e com mais força à ordem cerebral de contração.
O treinamento é seguro se feito com técnica adequada e supervisão. O jovem deve saber que sua metas são diferentes do adulto. Se o treinamento é inadequado pode haver fraturas de stress, estiramentos musculotendíneos, osteocondrite dissecante do joelho e cotovelo, fraturas do rádio e ulna, estiramentos e fraturas cervicais, osteolise da clavícula distal, espondilolise, espondilolistese e ruptura de disco intervertebral, que podem ser resultantes de um evento único (trauma) ou por uso excessivo (excessivas múltiplas repetições).
Não há idade específica para iniciar fortalecimento; a criança deve ter suficiente capacidade para entender e seguir as orientações e compreender os limites das metas de cada grupo de idade. Estar apto para uma atividade esportiva é uma combinação do nível de crescimento (tamanho corpóreo, força muscular, composição corporal e força aeróbia), maturidade (idades esquelética, puberal, cronológica e o nível de proficiência em habilidades motoras básicas) e desenvolvimento (social, emocional, competência cognitiva) da criança e das demandas relativas ao esporte praticado.
Para fugir da malhação uma das desculpas preferidas dos sedentários é a de que os efeitos dos exercícios físicos são percebidos a longo prazo. E daí, segundo eles, haja paciência e persistência para esperar pela transformação a conta-gotas dos pneuzinhos em músculos definidos. No entanto, especialistas avisam que a espera não é tão longa assim. Três meses de ginástica, combinados com uma alimentação balanceada, já fazem uma boa diferença. "Em apenas 12 semanas é possível tonificar a musculatura, firmar a barriga e diminuir a quantidade de gordura", garante Cláudio Pavanelli, fisiologista da Clínica do Movimento do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.
Para perder peso e melhorar o condicionamento físico, os exercícios aeróbios, como caminhar, correr, nadar e dançar, são os mais indicados. Se o objetivo é definir a musculatura e aumentar a força, os mais eficientes são os de efeito local, ou anaeróbios, como a musculação. "O ideal praticar os dois, pois são complementares", diz Pavanelli. Anime-se: quanto maiores os músculos, mais calorias seu corpo queima para alimentá-los!
Além da boa forma, a prática de exercícios traz uma série de benefícios. De acordo com dados do Ministério da Saúde, quem malha diminui em 54% o risco de morrer de problemas cardíacos e em 37% o de desenvolver câncer. Mexer o corpo também aumenta a produção do bom colesterol - o HDL, melhora a qualidade do sono e afasta a depressão.
Quando você começa a malhar sua freqüência cardíaca sobe. Isso porque o coração passa a bombear mais rapidamente o sangue, garantindo oxigênio e energia para os músculos.
Nos músculos, o trabalho das mitocôndrias, componentes responsáveis pela respiração celular, aumenta. São elas que transformam oxigênio em energia.
Por essas e outras, o metabolismo do corpo fica acelerado e, assim, o gasto calórico é maior. Resultado: o organismo vai precisar de energia extra, a qual vai buscar nos carboidratos, proteínas e gorduras acumulados no tecido adiposo em forma de gordura.
Diante do esforço, as fibras musculares sofrem rupturas. Esses "machucados" são, com o tempo, preenchidos por proteínas - é como um processo de cicatrização. As proteínas extras que se incorporam ao músculo fazem seu volume aumentar, e o corpo ganha a tal massa muscular.
Os médicos Fábio Augusto Caporrino e Laíra Campêllo fizeram duas pesquisas com freqüentadores de nove grandes academias da capital paulista e identificaram uma grande incidência de dor nas costas, causada pela execução incorreta dos exercícios.
Entre os praticantes de musculação, as queixas mais comuns são de dor lombar (23,7%), dor nos ombros (21,1%) e nos punhos (13,9%).
Os praticantes de body pump também penam com dor nas costas (28,5%). Já nas aulas de spinning é mais comum a dor no joelho (17,6%).
Fonte: Revista Veja edição 1674 (8/11/00) p.152
JN 28/10/00 : Pesquisa Unifesp : de 9 academias apenas 2 tinham professores qualificados.
Foram entrevistados 267 praticantes.
Comentários Ápice:
Nem todas academias trabalham com professores qualificados; muitas vezes, com a finalidade de baixar custo existe desproporção entre o número de clientes e professores, sobrecarregando os últimos e deixando de dar atenção aos primeiros; as pessoas são diferentes, portanto o programa treinamento e o acompanhamento deve ser individualizado; programas específicos (gestantes, hipertensão arterial, diabetes, osteoporose, pós-operatório) não devem ser realizados em academia sem responsável médico; o cliente é o consumidor e deve cobrar da academia pela segurança necessária à prática desportiva.DESORDENS PSICOLÓGICAS
Ansiedade e depressão são desordens do humor que envolvem distúrbios da auto-consciência, auto-percepção, afeto e interação social. Os termos depressão e ansiedade não necessariamente referem-se a estados psicopatológicos e podem descrever uma angústia subjetiva causada por emoção desagradável de tristeza e medo que ocorre tanto em indivíduos sadios quanto em doentes.
As manifestações clínicas sugerem disfunção hipotalâmica, possivelmente por deficiência de serotonina ou norepinefrina. Há forte predisposição genética para os quadros depressivos.
Possíveis efeitos psicológicos benéficos dos exercícios regulares :
- Aumentam : bom-humor, bem-estar, energia, independência, otimismo, aproveitamento do desenvolvimento intelectual e psico-motor, memória, percepção sensorial, estabilidade emocional, satisfação pessoal, auto-estima, auto-aceitação, auto-confiança, auto-controle, inter-relacionamento social, satisfação sexual, tolerância à dor e ao stress, eficiência profissional.
- Diminuem : ansiedade, depressão, tensão, fobias, fadiga, agressividade, hostilidade, vícios como álcool e cigarro, dores de cabeça, dismenorréia, resposta ao stress, absenteísmo.
Os exercícios produzem efeitos emocionais benéficos para ambos os sexos, em todas idades. Não há contra-indicação da atividade física para indivíduos em uso de medicamentos, desde que sob supervisão médica. As seguintes hipóteses foram formuladas para explicar o bem-estar produzido pelo exercício físico :
a) as mudanças seriam produzidas pela diversão, ou seja, o tempo sem os estímulos estressantes;
b) alterações nos neurotransmissores, como a serotonina e norepinefrina;
c) produção de endorfinas e lipotropinas durante os esforços físicos;
d) efeito da elevação da temperatura corpórea, na prática de exercícios.
Em geral, os "pacientes" estão acostumados a receber medicamentos, passivamente; nesta modalidade de tratamento devem ser ativos e participar do tratamento.
A inatividade diminui a perfomance física, reduzindo ou comprometendo o desempenho das atividades diárias. Também prejudica a independência pessoal, o que diminui a interação social, a auto-confiança e a auto-valorização. Esses fatores contribuem para a depressão, ansiedade, frustração e infelicidade.
Isso tudo diminui a participação em atividades físicas. O aumento dos níveis de atividade quebra esse círculo vicioso melhora o humor.
Em pacientes com problemas emocionais podem existir barreiras para iniciar e manter um hábito de atividade. Como não há uma regra de qual é a quantidade mínima para produção de benefícios psicológicos, a natureza da desordem do humor determina o modo de atividade física.
A chave do sucesso é selecionar um programa que seja agradável para o paciente e que seja realizado por tempo, intensidade e freqüência suficientes para produzir efeitos.
DEPRESSÃO
Aproximadamente 5 a 10% dos homens e 10 a 20% das mulheres são diagnosticados como depressivos, pelo menos uma vez na vida.
A palavra depressão pode ser usada como uma forma de humor (geralmente em resposta às frustrações e desapontamentos da vida, outras vezes sem razão aparente), como síndrome depressiva (forma de humor com uma combinação de outros sintomas, como insônia, perda de peso, incapacidade de concentração, e idéias suicidas) e como doença (como na síndrome, porém não é transitória e é associada com prejuízo funcional - redução na eficiência ou incapacidade para o trabalho).
Em todas as formas há sentimento de abandono, culpa e desmerecimento. Pessoas deprimidas culpam-se por todas contrariedades que enfrentam.
O exercício é um coadjuvante no tratamento das diversas formas de depressão.
- depressão leve : estímulos cinestésicos causados por movimentação vigorosa. As atividades devem ser realizadas em grupo, com música excitante e professor entusiasmado.
- depressão mais intensa : os sintomas dificultam a atividade física. Nesses casos, procurar colocá-los em turmas de alunos normais e alegres, porém com programa individual.
STRESS E ANSIEDADE
Stress : conjunto de reações do organismo em resposta à agressões físicas, psíquicas, infecciosas e outras, capazes de alterar a homeostase.
Como reação orgânica principal há aumento da produção de catecolaminas (as mais importantes são a adrenalina ou epinefrina e a noradrenalina ou norepinefrina) e, por ação destas, existe aumento da freqüência cardíaca, da pressão arterial e da glicemia (existe supressão da insulina e liberação do glucagon, que produz glicogenólise e hiperglicemia, tanto para produção energética como para reparação tecidual).
Qualquer tipo de stress causa aumento imediato da secreção de ACTH e, após alguns minutos, ocorre aumento da secreção de cortisol pelo córtex supra-renal, talvez para mobilizar aminoácidos e lipídeos das reservas celulares, tanto para a produção de energia como para a síntese de outras substâncias, inclusive a glicose.
O aumento da produção de catecolaminas e do ACTH pode causar hiperlipidemia, acentuando a mobilização de ácidos graxos a partir do tecido adiposo para o fígado, provocando aumento dos triglicérides.
Ansiedade pode ser definida como uma experiência emocional desagradável, variando de leve apreensão a intenso horror. A ansiedade crônica geralmente é secundária à depressão, esquizofrenia e uma gama variável de outros problemas médicos.
Dentre os quadros de ansiedade estão incluídos o pânico, ansiedade generalizada (medo excessivo, tensão muscular, agitação, taquicardia, dispnéia, tontura, sudorese e tremores), desordens compulsivas (associadas com pensamentos ou ações repetidas) e fobias ( medo irracional de objetos ou situações). Em todos o fator comum é a super-excitação.
Além do tratamento medicamentoso e outras terapias é importante restabelecer, o mais cedo possível, um ciclo satisfatório de sono, no que contribuem exercícios e dieta adequada.
Os benefícios dos exercícios para pacientes com doença respiratória incluem melhora da resistência e do estado funcional, diminuição da gravidade da dispnéia e melhora da qualidade de vida, independente da gravidade da disfunção pulmonar pré-existente.
Pesquisas têm indicado que a melhora do condicionamento físico aumenta o limiar de tolerância de pacientes asmáticos; assim um nível de provocação mais alto é necessário para produzir sintomas.
Para adultos os exercícios podem diminuir o absenteísmo relacionado à doença e a quantidade de medicação necessária.
Na Ápice existe :
O valor da flexibilidade para melhor performance atlética e prevenção de lesões é bem percebida. Atletas de alta performance, trabalhando sob o guia de um técnico ou treinador, têm treinado flexibilidade por décadas, mas o atleta de recreação nem sempre tem sido privileagido de ter o mesmo guia. Através da atenção maior da mídia a este tópico, praticantes de medicina e o público em geral estão se tornando mais atentos do valor do treino da flexibilidade para praticantes de esporte em todos os níveis de intensidade.
Definição
Flexibilidade é definida pelo alcance do movimento disponível em uma articulação ou grupo de articulações. É um dos cinco componentes de forma física relacionadosa à saúde, com os outros sendo saúde cardiovascular, força, enduro muscular e composilçao corporal.
Existem dois tipos de flexibilidade:
É importante entender que flexibilidade é altamente específica. Então, é possível ter uma boa flexibilidade em uma parte do corpo e uma péssima flexibilidade em outra.
Por que flexibilidade é importante
Mantendo uma boa flexibilidade existem vários benefícios. Por exemplo, foi demonstrado que problemas lombares e de má postura podem ser causados por falta de flexibilidade. Músculos e articulações que não possuem flexibilidade adequada são mais suscetíveis a lesões. Boa flexibilidade pode contribuir para uma aparência mais atraente, ajudar a previnir lesões e melhorar a performance atlética.
Hipertensão arterial pode ser definida como pressão sangüínea acima de 140/90 mmHg. Acomete aproximadamente 17% da população, sendo que sua prevalência aumenta com a idade.
Ela é primária ou essencial (etiologia desconhecida) em 90% a 95% dos casos. É geralmente mais comum no homem e em negros.
Homens e mulheres com pressão acima de 160/95 mmHg tem entre 150 a 300% de maior incidência anual da doença das artérias do coração, insuficiência cardíaca e derrames cerebrais, comparados com pessoas normais e idosos têm risco muito maior que jovens para os problemas cardíacos.
Indivíduos com hipertensão leve (entre 140 a 160 / 90 a 105 mmHg) também têm grande risco de desenvolver problemas cardiovasculares, no futuro.
As taxas de morbidade e mortalidade são inversamente relacionadas ao condicionamento físico, em hipertensos. Hipertensos treinados chegam a ter taxa de mortalidade 60% menor que os sedentários com pressão normal e os exercícios físicos fazem diminuir a associação entre hipertensão arterial e aumento da mortalidade.
Devido aos efeitos colaterais dos medicamentos, os exercícios são a primeira recomendação no tratamento da hipertensão leve.
Pacientes com hipertensão secundária a disfunção renal podem reduzir a pressão arterial com exercícios, até mesmo em níveis superiores aos portadores de hipertensão essencial.
Portanto, de modo geral, os exercícios reduzem o aumento da pressão que ocorreria com o tempo em indivíduos com risco para desenvolver hipertensão; produzem uma redução média de 10 mmHg nas pressões sistólica e diastólica de hipertensão essencial leve e parecem causar redução acentuada na hipertensão secundária à disfunção renal.
Os exercícios aeróbicos tornaram-se uma das formas mais comuns de treinamento nos dias atuais. Dentre estes, a corrida e o jogging ( forma lenta e rítmica da corrida ) são os mais populares.
O propósito do condicionamento aeróbico é melhorar o funcionamento do sistema cardiovascular. Para ser efetivo, o exercício deve ser praticado num rítmo tal que alcance 75 a 80 % da freqüência cardíaca máxima, pelo menos por 25 minutos. Para se atingir a performance máxima não é necessária prática diária; 3 a 4 vezes por semana é suficiente.
Uma das grandes vantagens do jogging ou das corridas longas é a prevenção ou adiamento de doença coronariana. Além do mais, é um esporte de baixo custo, pode ser praticado por ambos os sexos e ajuda combater o stress diário.
Entretanto, a prática sem orientação, o uso de calçados inadequados e a baixa condição física inicial são razões que tem causado um aumento das lesões conseqüentes a esse tipo de esporte.
Como os fatores causais são quase sempre os mesmos, cerca de 60 a 70 % das lesões podem ser prevenidas.
Os músculos esqueléticos constituem a maior massa tissular do organismo, correspondendo de 40 a 45% do peso corpóreo. São compostos por células musculares, nervos, vasos sangüíneos e um tecido conectivo extracelular. A função primária do músculo esquelético é prover mobilidade ao esqueleto ósseo, pela contração (encurtamento) de sua inserção tendinosa. Basicamente podem ser divididos, segundo a função, em monoarticulares e biarticulares.
Os monoarticulares possuem localização mais profunda, sua contração é geralmente prolongada e menor força, como acontece com o sóleo, para manutenção da postura. Os biarticulares são localizados mais superficialmente, apresentam contração rápida c/ maior força, como os isquiotibiais e reto anterior e, porisso mesmo são mais susceptíveis às rupturas.
Para muitas pessoas o primeiro sintoma da doença isquêmica do miocárdio é a morte súbita. A principal causa á a aterosclerose das coronárias.
É iniciada por lesão do endotélio arterial por trauma, infecção ou fatores metabólicos. A recidiva das lesões produz maior dano à integridade do endotélio e proliferação de células musculares lisas.
Isso é seguido por depósito de gordura e outros materiais, resultando no crescimento da placa aterosclerótica, com protusão para o lúmen arterial. A lesão madura incorpora mais tecido fibroso e compostos inorgânicos. No final há significante diminuição ou bloqueio do fluxo sangüíneo.
Ocorre mais comumente nos locais onde há diminuição do fluxo sangüíneo, como as bifurcações, curvaturas, produzindo estenose ou trombose.
Se o fluxo coronariano é diminuído a níveis críticos, ocorre isquemia e os sinais e sintomas podem ser evidentes. Assim angina, alterações isquêmicas no ECG, infarto do miocárdio ou morte súbita podem ocorre.

