Contato   Localização
  Ortopedia
Utilize o menu ao lado para conhecer mais sobre a área de Ortopedia da Ápice.

Medicina Desportiva
Patologias
Saúde Empresarial
Anestesia
Av. Eugênio Salerno, 387
Sorocaba - São Paulo
(15) 3417-3787
Medicina Desportiva
Efeitos psicológicos, stress e depressão.

Exercícios físicos para desordens psicológicas.

Ansiedade e depressão são desordens do humor que envolvem distúrbios da auto-consciência, auto-percepção, afeto e interação social. Os termos depressão e ansiedade não necessariamente referem-se a estados psicopatológicos e podem descrever uma angústia subjetiva causada por emoção desagradável de tristeza e medo que ocorre tanto em indivíduos sadios quanto em doentes.

As manifestações clínicas sugerem disfunção hipotalâmica, possivelmente por deficiência de serotonina ou norepinefrina. Há forte predisposição genética para os quadros depressivos.

Possíveis efeitos psicológicos benéficos dos exercícios regulares :

- Aumentam : bom-humor, bem-estar, energia, independência, otimismo, aproveitamento do desenvolvimento intelectual e psico-motor, memória, percepção sensorial, estabilidade emocional, satisfação pessoal, auto-estima, auto-aceitação, auto-confiança, auto-controle, inter-relacionamento social, satisfação sexual, tolerância à dor e ao stress, eficiência profissional.

- Diminuem : ansiedade, depressão, tensão, fobias, fadiga, agressividade, hostilidade, vícios como álcool e cigarro, dores de cabeça, dismenorréia, resposta ao stress, absenteísmo.

Os exercícios produzem efeitos emocionais benéficos para ambos os sexos, em todas idades. Não há contra-indicação da atividade física para indivíduos em uso de medicamentos, desde que sob supervisão médica. As seguintes hipóteses foram formuladas para explicar o bem-estar produzido pelo exercício físico :

a) as mudanças seriam produzidas pela diversão, ou seja, o tempo sem os estímulos estressantes

b) alterações nos neurotransmissores, como a serotonina e norepinefrina

c) produção de endorfinas e lipotropinas durante os esforços físicos

d) efeito da elevação da temperatura corpórea, na prática de exercícios

Em geral, os "pacientes" estão acostumados a receber medicamentos, passivamente; nesta modalidade de tratamento devem ser ativos e participar do tratamento.

A inatividade diminui a perfomance física, reduzindo ou comprometendo o desempenho das atividades diárias. Também prejudica a independência pessoal, o que diminui a interação social, a auto-confiança e a auto-valorização. Esses fatores contribuem para a depressão, ansiedade, frustração e infelicidade.

Isso tudo diminui a participação em atividades físicas. O aumento dos níveis de atividade quebra esse círculo vicioso melhora o humor.

Em pacientes com problemas emocionais podem existir barreiras para iniciar e manter um hábito de atividade. Como não há uma regra de qual é a quantidade mínima para produção de benefícios psicológicos, a natureza da desordem do humor determina o modo de atividade física.

A chave do sucesso é selecionar um programa que seja agradável para o paciente e que seja realizado por tempo, intensidade e freqüência suficientes para produzir efeitos.

DEPRESSÃO Aproximadamente 5 a 10% dos homens e 10 a 20% das mulheres são diagnosticados como depressivos, pelo menos uma vez na vida.

A palavra depressão pode ser usada como uma forma de humor (geralmente em resposta às frustrações e desapontamentos da vida, outras vezes sem razão aparente), como síndrome depressiva (forma de humor com uma combinação de outros sintomas, como insônia, perda de peso, incapacidade de concentração, e idéias suicidas) e como doença (como na síndrome, porém não é transitória e é associada com prejuízo funcional - redução na eficiência ou incapacidade para o trabalho).

Em todas as formas há sentimento de abandono, culpa e desmerecimento. Pessoas deprimidas culpam-se por todas contrariedades que enfrentam.

O exercício é um coadjuvante no tratamento das diversas formas de depressão.

- depressão leve : estímulos cinestésicos causados por movimentação vigorosa. As atividades devem ser realizadas em grupo, com música excitante e professor entusiasmado.

- depressão mais intensa : os sintomas dificultam a atividade física. Nesses casos, procurar colocá-los em turmas de alunos normais e alegres, porém com programa individual.

STRESS E ANSIEDADE

Stress : conjunto de reações do organismo em resposta à agressões físicas, psíquicas, infecciosas e outras, capazes de alterar a homeostase.

Como reação orgânica principal há aumento da produção de catecolaminas (as mais importantes são a adrenalina ou epinefrina e a noradrenalina ou norepinefrina) e, por ação destas, existe aumento da freqüência cardíaca, da pressão arterial e da glicemia (existe supressão da insulina e liberação do glucagon, que produz glicogenólise e hiperglicemia, tanto para produção energética como para reparação tecidual).

Qualquer tipo de stress causa aumento imediato da secreção de ACTH e, após alguns minutos, ocorre aumento da secreção de cortisol pelo córtex supra-renal, talvez para mobilizar aminoácidos e lipídeos das reservas celulares, tanto para a produção de energia como para a síntese de outras substâncias, inclusive a glicose.

O aumento da produção de catecolaminas e do ACTH pode causar hiperlipidemia, acentuando a mobilização de ácidos graxos a partir do tecido adiposo para o fígado, provocando aumento dos triglicérides.

Ansiedade pode ser definida como uma experiência emocional desagradável, variando de leve apreensão a intenso horror. A ansiedade crônica geralmente é secundária à depressão, esquizofrenia e uma gama variável de outros problemas médicos.

Dentre os quadros de ansiedade estão incluídos o pânico, ansiedade generalizada (medo excessivo, tensão muscular, agitação, taquicardia, dispnéia, tontura, sudorese e tremores), desordens compulsivas (associadas com pensamentos ou ações repetidas) e fobias ( medo irracional de objetos ou situações). Em todos o fator comum é a super-excitação.

Além do tratamento medicamentoso e outras terapias é importante restabelecer, o mais cedo possível, um ciclo satisfatório de sono, no que contribuem exercícios e dieta adequada.

Programas apropriados de exercícios resultam numa diminuição de vários índices de stress, como tensão neuro-muscular, freqüência cardíaca de repouso e níveis sangüíneos de hormônios do stress.
Veja também
Adolescente
Caminhadas
Dor nas Academias
Stress e depressão
Doenças respiratórias
Flexibilidade
Hipertensão
Jogging
Lesões musculares e cãibra
Prevensão doença coronariana
© Copyright 2005-2010 Ápice. Todos os direitos reservados