 |
Medicina
Desportiva
|
|
Hipertensão
Hipertensão arterial pode ser definida como pressão sangüínea acima de 140/90 mmHg. Acomete aproximadamente 17% da população, sendo que sua prevalência aumenta com a idade.
Ela é primária ou essencial (etiologia desconhecida) em 90% a 95% dos casos. É geralmente mais comum no homem e em negros.
Homens e mulheres com pressão acima de 160/95 mmHg tem entre 150 a 300% de maior incidência anual da doença das artérias do coração, insuficiência cardíaca e derrames cerebrais, comparados com pessoas normais e idosos têm risco muito maior que jovens para os problemas cardíacos.
Indivíduos com hipertensão leve (entre 140 a 160 / 90 a 105 mmHg) também têm grande risco de desenvolver problemas cardiovasculares, no futuro.
As taxas de morbidade e mortalidade são inversamente relacionadas ao condicionamento físico, em hipertensos. Hipertensos treinados chegam a ter taxa de mortalidade 60% menor que os sedentários com pressão normal e os exercícios físicos fazem diminuir a associação entre hipertensão arterial e aumento da mortalidade.
Devido aos efeitos colaterais dos medicamentos, os exercícios são a primeira recomendação no tratamento da hipertensão leve.
Pacientes com hipertensão secundária a disfunção renal podem reduzir a pressão arterial com exercícios, até mesmo em níveis superiores aos portadores de hipertensão essencial.
Portanto, de modo geral, os exercícios reduzem o aumento da pressão que ocorreria com o tempo em indivíduos com risco para desenvolver hipertensão; produzem uma redução média de 10 mmHg nas pressões sistólica e diastólica de hipertensão essencial leve e parecem causar redução acentuada na hipertensão secundária à disfunção renal.
Pacientes com pressões acima de 180/105 mmHg devem começar por tratamento farmacológico e depois acrescentar os exercícios para desenvolver resistência.
|
|
 |
|