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Escoliose

Escoliose é o desvio da coluna para os lados (plano frontal), na coluna existem curvaturas normais que são as cifoses e lordoses que estão no plano sagital (Antero posterior).

A escoliose não estrutural é uma deformidade na coluna vertebral onde não ocorrem alterações estruturadas de seus elementos, como vértebras, ligamentos e discos intervertebrais. Em geral não é progressiva e a coluna mantém uma flexibilidade, e ela é secundaria a uma doença de base como encurtamento do membro inferior, irritação de raiz nervosa, doenças inflamatórias ou tumorais. Nas escolioses estruturadas ocorrem alterações nos elementos vertebrais, ocorrendo rotação , encunhamento e retração dos tecidos mole do lado côncavo da curva, caracterizada clinicamente pela gibosidade.

O exame realizado em algumas escolas é importante para triagem destas crianças com desvio aparente. Normalmente é utilizado o teste de Adams – que é a flexão do tronco e observa-se a presença de gibosidade (o lado da costela ou lombar fica mais alta que a outra). O exame radiológico baseia –se realização de radiografias panorâmicas de coluna inteira em posição ortostatica ( em pe ) permitindo se a visualização da deformidade e medir a mesma, e a avaliação da crista ilíaca para avaliar a curva de Risser para estudo da maturidade esquelética.

Os estudos recentes têm caminhado para investigação de alterações neurológicas, de anomalias do padrão de crescimento e de anomalias do tecido conjuntivo. Existem alguns grupos de pacientes que merecem atenção especial – 1ª crianças com menos de 11 anos com curvas de graus já suscetíveis de tratamento(conservador ou cirúrgico), 2ª crianças com curvas atípicas como as torácicas esquerda e lombares direita, as com dor significativas ou com alguma alteração neurológica ou cutânea e 3ª crianças que a curva progride rapidamente , mais de 1 grau por mês.

A escoliose a idiopatica classificada em 3 categorias de acordo com a idade de aparecimento: idiopatica infantil (de 0 a 3 anos ) ; idiopatica juvenil ( de 3 a 10 anos ) e idiopatica do adolescente ( acima de 10 anos)

Na escoliose idiopatica do adolescente existe uma maior incidência no sexo feminino em relação ao masculino de 3.6:1. e pode aumentar esta diferença conforme aumenta a curvatura da vértebra

O tratamento da escoliose idiopatica do adolescente pode ser conservador ou cirúrgico. Apenas 3% a 9% das crianças com escoliose maiores do que 10°, diagnosticadas através de rastreamento escolar necessitam de tratamento, o tratamento conservador é baseado no uso de colete de Milwaukee ou de ortese toracolombosacro de polipropileno (OTLS), o tratamento conservador está indicado em escoliose idiopatica do adolescente com curvas acima de 20° em crianças esqueléticamente imaturas e controle a cada 4 a 6 meses conforme o caso. O tratamento cirúrgico está indicado em crianças imaturas com curva acima de 40° e acima de 60° em adultos. O tratamento cirúrgico preconiza realizar artrodese( bloquear o crescimento com implantes e enxerto ósseo do ilíaco) para melhorar parte da curvatura e evitar a progressão da mesma. Todo procedimento de correção pode apresentar complicações, e a mais temida é o quadro de paraplegia.

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