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Patologias
Ortopédicas
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Lombalgia
A lombalgia é dor localizada na região lombar, podendo ter diversas causas. Estudos epidemiológicos demonstram que cerca de 50%a 90% dos indivíduos adultos apresenta lombalgia em algum momento de suas vidas, a lombalgia tem incidência semelhante em homens e mulheres , sendo que as mulheres queixam mais de dor lombar após os 60 anos de idade, talvez em decorrência das conseqüências da osteoporose.A dor lombar constitui a principal causa de ausência ao trabalho nos indivíduos de faixa etária produtiva. É uma das causas mais onerosas de afecções do aparelho locomotor e é a segunda causa mais comum de procura por assistência medica em decorrência de doenças crônicas.
A lombalgia aguda é uma condição auto limitada; 90% recupera espontaneamente em 4 a 7 semanas. Mais de 50 % das pessoas que apresentam lombalgia aguda podem apresentar novos episodio durante o período de um ano. Em estudos recentes acredita que 40% a 44% das pessoas com lombalgia apresenta cronificação da dor .Estima-se que 1% a 3% das pessoas necessitem de procedimento cirúrgico, talvez este persentual tenha aumentado hoje em decorrência de novas técnicas e recursos materiais e diagnosticas.
Entre os fatores de risco estão os fatores constitucionais, individuais, posturais e ocupacionais. Dentre os ocupacionais, destacam-se as sobrecargas na coluna lombar gerada por levantamento de peso, deslocar objetos pesados, permanecer em posição fixa prolongadamente. Nos fatores individuais estão o ganho de peso, obesidade, a má postura, a fraqueza dos músculos abdominais e espinhais. Transtornos psicosociais como depressão. Hipocondríase, alcolismo, fumo, divorcio, descontentamento , desmotivação com as atividades ocupacionais, entre outras são mais freqüentes nos indivíduos com lombalgia.
A anatomia e biomecânica da coluna lombar é bastante complexa, todas as estruturas que compõe a coluna são fontes potenciais de dor e se houver alteração em sua estrutura morfológica ou desvio de sua curvatura pode apresentar dor. A estabilidade da coluna depende dos ligamentos e da ação muscular, podendo suportar cargas de compressão, tração, cisalhamento horizontal e transversal. O disco intervertebral exerce papel importante na absorção da energia mecânica, sofrendo deformação elástica frente aos esforços. As articulações interapofisarias são elementos primordiais na estabilização e no equilíbrio da coluna.
A lombalgia pode ser classificada de acordo como tempo de duração em aguda que apresentam inicio súbito e duração inferior a 6 semanas, subagudas que apresentam duração de 6 a 12 semanas e crônicas que apresentam duração superior a 12 semanas. E pode ser classificada em especificas e inespecificas. As inespecificas são aquelas que a causa anatomica e neurofisiologia não é identificado, e as especificas são resultantes de hérnia discal, espondilolise, espondilolistese, estenose do canal raquidiano(canal medular estreito) , instabilidade definida no estudo dinamico em flexão e extensão da coluna, fraturas , tumores e infecção e doenças inflamatórias da coluna lombar . Menos de 15% dos indivíduos apresenta lombalgia especifica.
O exame clinico é muito importante na avaliação da lombalgia , procurar encontrar o fator etiológico da dor e tratar o fator de causa , e procurar fazer a prevenção da recidiva. Dentro dos exames de laboratório e imagem é importante a avaliação adequada desde um RX simples de preferência em posição ortostatica e dinâmica, mielografia,(em desuso), mielotomografia, tomografia, e ressonância magnética sem e com carga . A discografia , exame praticamente abandonado após o advento da Ressonância magnética e que consiste na injeção de contraste iodado hidrossoluvel no interior dos disco, sendo considerada positiva quando reproduz a dor do paciente durante a injeção do contraste, tem sido usada novamente em alguns casos de lombalgia crônica.
O tratamento depende do fator de causa . Sempre o inicio do tratamento é conservador com medicamentos anti-inflamatorios e analgesicos e repouso , associado a tratamento fisioterápico, hidroterapia, ou acumputura. É preconizado o tratamento conservador por período de 3 meses com tratamento conservador, porem o tratamento cirúrgico poderá ser realizado em situações de compressão da cauda eqüina e radicular com déficit progressivo em situação emergencial.Atualmente existe diversas alternativas para o tratamento cirúrgico, desde a discectomia simples tradicional com incisão ou microdiscectomia ou percutanea ( nucleoplastia ), artrodese ( fixação do movimento ) ou a manutenção do movimento com implantes posteriores ou anteriores (prótese de disco) , todos os métodos apresentam suas indicações precisa e cabe ao cirurgião definir qual é o melhor método conforme sua experiência.
A prevenção dos episódios de dor lombar é mais importante, o que pode ser conseguido com a pratica regular de exercícios associados a alongamentos e exercícios de fortalecimento muscular paravertebral e abdominais. Hábitos de vida saudáveis, como manter-se no peso adequado e não fumar também parece contribuir para a prevenção da dor lombar.
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